Áreas Cientificas

As Áreas Científicas atuam em estreita articulação com a Diretoria da Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as (ABPN), com a finalidade de planejar, fortalecer e promover a produção acadêmica nas diversas áreas do conhecimento.

Seu trabalho é essencial para ampliar a visibilidade, o reconhecimento e o impacto das pesquisas realizadas por pesquisadores e pesquisadoras negras, tanto no âmbito acadêmico quanto na sociedade em geral. Dessa forma, contribuem para consolidar uma produção científica comprometida com a equidade racial, valorizando saberes, trajetórias e perspectivas que historicamente foram marginalizadas.

Arquitetetura e Urbanismo africano

A área de Arquitetura e Urbanismo da Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as (ABPN) desenvolve ações e estudos voltados para temas fundamentais no campo das relações étnico-raciais, tais como:

  • Arquiteturas Afro-Brasileiras

  • Cidades Africanas: Arquitetura e Urbanismo em África

  • Diáspora Africana no Atlântico Negro: cidades e arquiteturas afro-diaspóricas nas Américas

  • Racismo e Cidade: segregação étnico-racial, violência institucional e resistências urbanas

  • Relações étnico-raciais em arquitetura, urbanismo e cidade

A coordenação desta área está sob responsabilidade do Prof. Dr. Fábio Macêdo Velame, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFBA. Ele também é responsável pelo Grupo de Pesquisa EtniCidades – Estudos Étnicos e Raciais em Arquitetura e Urbanismo, que mantém parceria contínua com a ABPN para a realização de seminários, mesas temáticas, participação na organização de eventos, produção de publicações, entre outras ações voltadas ao fortalecimento da pesquisa e da promoção da equidade no campo da arquitetura e do urbanismo.

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Prof. Dr. Fábio Macedo Velame

Coordenador

Estudos Africanos Interdisciplinares

A Área de Estudos Africanos Interdisciplinares configura-se como uma iniciativa estratégica voltada à integração e ao fortalecimento das ações da ABPN nos campos da pesquisa, da formação e da difusão de conhecimentos. Seu foco temático centra-se nas múltiplas dimensões do continente africano, reunindo contribuições de professoras, professores, pesquisadoras, pesquisadores e estudantes associados/as.

A proposta abrange temas relacionados aos aspectos históricos, sociais, econômicos, diplomáticos, religiosos, educacionais, literários, geográficos, políticos, territoriais, de saúde e culturais dos países africanos. Entre seus objetivos centrais estão: produzir, difundir e divulgar conhecimentos; promover formação; estimular a extensão; e desenvolver ações de intercâmbio que fortaleçam as relações institucionais e acadêmicas com nações africanas, em consonância com os objetivos gerais da ABPN.

De forma mais ampla, a Área busca articular esforços e deliberações integradas capazes de potencializar o impacto de cada ação vinculada à sua atuação. pretende também consolidar-se como um fórum permanente de diálogo, construção coletiva e proposição de caminhos que contribuam para o desenvolvimento científico, social e político das pesquisas e iniciativas voltadas ao fortalecimento dos Estudos Africanos no Brasil.

Prof. Dr. Acácio Almeida

Coordenador

Prof. Dr. Wilson Roberto de Mattos

Coordenador

Ciência e Tecnologia

A Área de Ciências e Tecnologia da Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as (ABPN) desenvolve ações e estudos dedicados à valorização das epistemologias negras e à ampliação da participação de pessoas negras nas tecnociências. Suas atividades buscam evidenciar contribuições históricas e contemporâneas de pesquisadores/as negros/as, fortalecer redes de pesquisa e promover a circulação de conhecimento científico comprometido com a equidade racial.

  • Ciência e tecnologia em perspectiva afro-brasileira e afro-diaspórica

  • Epistemologias negras e justiça científica

  • Tecnologias de matriz africana

  • Popularização da ciência com enfoque antirracista

  • Formação e fortalecimento de pesquisadores/as negros/as

A coordenação da área está sob responsabilidade da Profa. Ma. Geisieli Rita de Oliveira, bióloga, pesquisadora em educação científica, relações étnico-raciais e justiça curricular, com atuação destacada em projetos como Afrociências, Afrocientista e Minas Negras. A área conta também com a colaboração da Dra. Gabriela Ferreira Matos, química, pesquisadora do Instituto SENAI de Automação, com atuação em inovação tecnológica, energias sustentáveis e ações de educação científica voltadas para populações negras.

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Profa. Ma. Geisieli Rita de Oliveira

Coordenadora

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Profa. Dra. Gabriela Ferreira Matos

Coordenadora

Comunicação e Mídia

A Área de Comunicação e Mídia propõe-se a analisar criticamente o processo de midiatização social (VERÓN, 2014) e seus atravessamentos nas relações étnico-raciais. Nesse cenário, os meios de comunicação configuram-se como dispositivos de produção de realidades espetacularizadas, voltadas prioritariamente ao consumo e não à cidadania (SODRÉ, 2006). Tal lógica contribui para o silenciamento de temas centrais para a vida social, como pertencimento, diversidade e o racialismo estrutural que marca as sociedades contemporâneas.

Pesquisar os meios de comunicação, suas práticas e seus impactos na forma de estar no mundo torna-se fundamental para orientar estratégias de atuação voltadas à descolonialidade e ao enfrentamento das estruturas raciais reproduzidas e atualizadas também pelo sistema midiático. Dessa forma, a Área dedica-se a tensionar criticamente produtos, processos e fenômenos comunicacionais relacionados à negritude, ao racismo, aos anti-racismos, ao direito à informação e à circulação de sentidos nas culturas contemporâneas e históricas.

Também integram seu escopo os debates e pesquisas sobre produção, experiências, práticas de leitura e consumo cultural e midiático; processos de educomunicação; interação, apropriação, representação, imersão, uso e afetação pelas diferentes formas de comunicação – da presencial à digital. Inclui-se ainda a identificação de autores, teorias e metodologias mobilizadas nas investigações, bem como a avaliação crítica de seus procedimentos.

A Área de Comunicação e Mídia é coordenada pelo Prof. Dr. Deivison Moacir Cezar de Campos (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – PUCRS) e pela Profa. Dra. Sátira Pereira Machado (Universidade Federal do Pampa – Unipampa).

Prof. Dr. Deivison Moacir Cezar de Campos

Coordenador

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Profa. Dra. Sátira Pereira Machado

Vice-Coordenadora

Área de Filosofia Africana e Afrodiaspórica

A Área de Filosofia Africana e Afrodiaspórica surge como resposta ao predomínio de narrativas eurocêntricas nas Ciências Humanas, propondo a construção de contranarrativas que pluriversalizem a produção do conhecimento. Para isso, valoriza discursos epistêmicos situados, reconhecendo a centralidade das relações étnico-raciais no fazer filosófico.

Inserida em um cenário marcado pelo patriarcado, sexismo, misoginia, eurocentrismo e racismo, a área parte do entendimento de que a prática filosófica não escapa às estruturas da colonialidade. Leituras de autoras e autores como Oyeronké Oyewumi, Sobonfu Somé, Mogobe Ramose, Achille Mbembe, entre outras/os, oferecem subsídios para tensionar o mito de uma filosofia pretensamente universal, que historicamente recusa seu caráter geopolítico e invisibiliza o lugar de fala do sujeito enunciador.

Assim, esta Área dedica-se a mobilizar reflexões que recolocam no centro do debate os marcadores étnico-raciais, de gênero, sexualidade e localização geográfica, reconhecendo que todo pensamento emerge de um lugar. Convida, portanto, suas/seus integrantes a revisitar criticamente o posicionamento geopolítico das próprias produções filosóficas, contribuindo para o fortalecimento de epistemologias africanas e afrodiaspóricas.

A Área de Filosofia Africana e Afrodiaspórica é coordenada pelo Prof. Dr. Luís Thiago Freire Dantas e pela Profa. Dra. Adilbênia Freire Machado.

Profa. Dra. Adilbênia Freire Machado

Coordenadora

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Prof. Dr. Luís Thiago Freire Dantas

Coordenador

Feminismos Negros

O campo dos estudos feministas já está consolidado. Contudo, assim como não se conseguiu por meio da pesquisa e das evidências científicas desconstruir nas sociedades o patriarcalismo e o sexismo, onde o sistema de escravização da população negra existiu, há também para as mulheres negras o desafio de superar o racismo institucional. Se segundo HARDING (1996), os estudos feministas traçam críticas à produção de conhecimento científico com viés androcêntrico, bem como produzirem análises plurais orientadas por novas epistemologias a partir da reflexão sobre as relações de gênero, os estudos do feminismo negro visam ir muito além e explorar o impacto da branquidade e das relações raciais na opressão das mulheres negras. O feminismo negro soma-se às “novas vozes” emergentes dos estudos feministas por não aceitarem como evidência científica um discurso hegemônico que privilegia as mulheres brancas, heterossexuais e de classe média alta, seja na estrutura de poder, seja como referência do feminismo, mantendo a invisibilidade de mulheres negras, quilombolas, indígenas, lésbicas, hipo econômicas e não-ocidentais.

Profa. Dra. Ana Cristina Conceição Santos

Coordenadora

Experiências Tradicionais Religiosas Espirituais e Religiosidades Africanas e Dispóricas, Racismo e Intolerância Religiosa

A intolerância religiosa contra os grupos de religiosos de matrizes africanas, está intimamente ligado às ideias racistas e higienistas, que tinham por intuito fazer uma limpeza racial e étnica religiosas na sociedade brasileira, bem como as construções social e históricas de inferioridades das raças negras subsaariana, em África, e todo o menosprezo construído no ‘século das luzes’ na Europa e nos Estados Unidos. (FINCH III & NASCIMENTO, 2009:37). Pensando na viabilidade das reconstruções dos argumentos históricos, desconectados das ideias racistas e colonialistas, que ainda permeiam a escrita acadêmica, a área de pesquisa Experiências Religiosas Espirituais e Religiosidades Africanas e Dispóricas, Racismo e Intolerância Religiosa, tem por objetivo produzir, promover, discutir e organizar pesquisas e evento, convenente aos temas citados, junto à comunidade acadêmica e não acadêmica.

Babalawô Ivanir dos Santos

Coordenador

Literaturas, Linguagens e Artes

A Área de Literaturas, Linguagens/Letramentos e Artes, sob a coordenação da Profa. Dra. Maria Anória J. Oliveira (UNEB/Pós-Crítica), e representada pelas subáreas de Linguagens – Profa. Profa Dra. Ana Lúcia Silva (UFBA) – e Artes – Prof. Dr. Marcos Antônio Alexandre (UFMG) –, se reuniu no decorrer do X Congresso Brasileiro de Pesquisadores/as Negros/as (COPENE), com o objetivo principal de agregar os membros da área, e re/pensar estratégias que visem à sua reestruturação e consolidação.

Profa. Dra. Maria Anória de Jesus Oliveira

Coordenadora

Profa. Dra. Ana Lúcia Silva Souza

Coordenadora

Prof. Dr. Marcos Antônio Alexandre

Coordenador

Memória e Patrimônio

A Área de Memória, Cultura e Patrimônio dedica-se a reunir estudos e pesquisas interdisciplinares sobre cultura, memória, história e patrimônio das populações negras, partindo de uma abordagem epistemológica que reconhece o legado africano como fundamento essencial para a produção do conhecimento. Seu foco está na construção de análises críticas, teóricas e empíricas sobre as relações entre memória, patrimônio e as culturas africanas e afro-brasileiras, considerando suas expressões, especificidades e diásporas.

A partir de uma perspectiva afrocentrada e afroreferenciada, a Área investiga como esses elementos estruturam espaços de sociabilidade, práticas culturais e processos identitários das populações negras. Também integra estudos voltados às memórias forjadas em contextos de resistência, ativismo e reexistência — especialmente aquelas que emergem de mulheres negras, comunidades de terreiro, grupos LGBTQIA+ e demais coletividades que preservam e transmitem saberes através de narrativas orais, práticas culturais e ações políticas.

Ao valorizar essas experiências, a Área contribui para o enfrentamento do apagamento histórico e das estruturas de opressão, reforçando a importância da memória como campo de disputa, afirmação identitária e construção de futuros possíveis.

A Área de Memória, Cultura e Patrimônio é coordenada pelo Prof. Dr. Otair Fernandes de Oliveira, Professor Associado do Departamento Educação e Sociedade (DES) do Instituto Multidisciplinar (IM) da UFRRJ – Campus Nova Iguaçu. Pós-Doutor em História da África, da Diáspora e dos Povos Indígenas (UFRB, 2025), Doutor em Ciências Sociais (UERJ, 2008), Mestre em Ciência Política (UFF, 1999), bacharel e licenciado em Ciências Sociais. É docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Patrimônio, Cultura e Sociedade (PPGPACS/UFRRJ), coordenador do GEPECAfro/CNPq, pesquisador do LEAFRO e do GPESURER, além de Secretário de Relações Étnico-Raciais, Gênero e Diversidade da ANINTER (2023). Atua ainda como co-coordenador da Área Científica de Memória e Patrimônio da ABPN. É Mogba de Xangô do Ilê Asé Omiojuarô.

Prof. Dr. Otair Fernandes de Oliveira

Coordenador

Quilombos, Territorialidades e Saberes Emancipatórios

A constituição dessa área científica assume o compromisso ético e político de promover a articulação e circulação de saberes entre a universidade e as comunidades quilombolas numa perspectiva que rompa com as hierarquias de conhecimentos. Para isso, essa área científica pretende promover e difundir a produção de pesquisas com quilombos e não sobre os quilombos. E, portanto, será composta por pesquisadores/as das universidades comprometidos/as com a produção de saberes, por quilombolas, universitários/as e detentores/as dos saberes tradicionais das comunidades. Busca-se promover a participação de quilombolas na produção científica de modo a aprimorar o conhecimento científico e seu alcance.

Profa. Dra. Maria Clareth Gonçalves Reis – (NEABI/PPGPS/UENF)

Coordenadora

Profa. Ms. Givânia da Conceição Silva (UnB/CONAQ)

Coordenadora

Saúde da População Negra

A Área de Saúde da População Negra reúne pesquisadoras/es de diferentes campos com o objetivo de analisar como as relações étnico-raciais atravessam a formação em saúde, as práticas de cuidado e as epistemologias que orientam o campo. A área dedica-se, especialmente, aos desafios para a implementação da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN) e às estratégias necessárias para seu fortalecimento.

Entre seus principais eixos de atuação estão:

  • o estudo das dinâmicas regionais que influenciam Conselhos de Saúde e Comitês de Saúde da População Negra;

  • a participação social e o enfrentamento do racismo institucional nos serviços de saúde;

  • a análise das experiências de gestão pública e dos indicadores da PNSIPN;

  • o debate sobre formação, educação permanente e diretrizes de educação para as relações étnico-raciais na área da saúde

A área também promove a identificação de estudos, protocolos e evidências sobre os agravos mais prevalentes na população negra, valorizando as práticas tradicionais de cuidado das religiões de matriz africana, de comunidades tradicionais, povos de terreiro e grupos quilombolas. Integra, ainda, epistemologias e cosmologias africanas e afrodiaspóricas como referenciais para a construção de práticas de saúde comprometidas com a equidade racial.

Coordenação:
José Carlos Silva – Educador e sanitarista. Pós-Doutor em Educação (UFPB). Membro de diversos grupos de pesquisa nas áreas de saúde, educação e relações étnico-raciais.
Edna Maria de Araújo – Enfermeira, doutora em Saúde Pública. Professora titular da UEFS e docente de programas de pós-graduação em saúde coletiva e saúde da população negra e indígena.
Hilton Pereira da Silva – Professor associado da UFPA, doutor em Bioantropologia. Atua em antropologia da saúde, saúde coletiva na Amazônia e estudos bioantropológicos.


Prof. Me. Altair dos Santos Lira

Coordenador

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Prof. Dr. José Carlos da Silva

Coordenador

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Prof. Dr. Edna Maria de Araujo

Coordenadora

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Prof. Dr. Hilton Pereira da Silva

Coordenador

Branquidade e Branquitude

A Área de Estudos da branquitude se propõe problematizar o branco geral e o específico, os “sujeitos” quase nunca “objetos”, o branco e toda a literatura científica sobre a branquitude. Diante disso, procuraremos convergir pesquisas que articulem análises sobre a violência simbólica e material que atingem as populações da diáspora negra no Atlântico Sul. Nós também discutiremos os termos, branco, branquidade, brancura, branco-centrismo, etc. Problematizar a branquitude como sistema de dominação racial, simbólica e material no sistema educacional da infância ao ensino superior no sentido de compreender como a identidade “racial” branca opera. Também atentaremos para as intersecções relacionadas ao gênero, nacionalidade, religiosidade, orientação sexual, etc. Buscaremos, no âmbito da ABPN a articulação interna e também com as demais associações científicas e acadêmicas, visando o fortalecimento da área; dar visibilidade a produção científica de pesquisadores/as, professores/as; movimentos negros; núcleos de pesquisas; fortalecer o diálogo com os espaços informais de educação; promover discussões no campo da formação dos profissionais da educação; oportunizar o intercâmbio e troca de saberes por meio de divulgação científica, da produção desenvolvidas por cientistas negros/as. Na contemporaneidade, novas especulações surgem sobre os estudos da branquitude em diferentes áreas do conhecimento. A exemplo a experiência da Primeira Sessão Temática, O branco, a branquitude crítica, a branquitude na educação e a abordagem de outros conflitos étnico-raciais vividos no Atlântico Sul, compôs a programa oficial do III COPENE SUDESTE realizado na Universidade Federal do Espírito Santo – campus Goiabeiras em setembro de 2019, com seis trabalhos aprovados e um público expressivo interessado nas discussões. No no ano de 2020 a Sessão Temática foi proposta no XI Artefatos da Cultura Negra ocorrido de modo online na Universidade Regional do Cariri – Ceará com 19 trabalhos aprovados. Em 2020/21 no XI COPENE, devido a pandemia do COVID-19, de modo remoto, no Campus Rebouças da UFPR, em Curitiba, a Sessão Temática aprovou 14 trabalhos. Neste evento igualmente haverá outra Sessão Temática sobre a identidade branca com outros 11 trabalhos. Portanto já é possível falarmos de uma consolidação desse campo de estudos de forma qualificada que problematiza e enriquece ainda mais o debate, e o mais importante, acompanhando a conjuntura de nosso tempo. O branco como objeto de pesquisa, vem sendo posto em discussão e mais, a identidade do branco, que se diz antirracista, e não relaciona o seu lugar de vantagem como perpetuador das próprias vantagens de seu grupo racial.

Prof. Dr. Lourenço Cardoso

Coordenador

Profa. Dra. Cintia Cardoso

Coordenadora

Políticas e Ações Afirmativas

A Área de Políticas e Ações Afirmativas tem por objetivo produzir estudos e pesquisas amplos e rigorosos acadêmico-cientificamente e construir uma rede de informações articulada que permita à ABPN traçar um panorama geral que, com monitoramento e avaliação, possibilite caracterizar o estado da arte das ações afirmativas na educação brasileira, cargos e empregos públicos e privados, na comunicação entre outros. Seu caráter interdisciplinar, reúne pesquisadoras e pesquisadores de variados campos do saber, e de todas as regiões do Brasil. A coordenação é do Pedagogo da Universidade Federal de Ouro Preto, Adilson Pereira do Santos, que tem como vice a professora Renísia Cristina Garcia Felice da Universidade de Brasília. A Área compreende a relevância das medidas de Ações Afirmativas, sejam elas no âmbito das políticas públicas ou na esfera privada. Apesar da sua concretização recente, tais medidas figuram na agenda de reivindicações do Movimento Social Negro desde longa data. As iniciativas de implementação incipientes necessitam serem avaliadas, bem como novos desenhos e formatos precisam ser gestados.

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Prof. Dr. Adilson Pereira dos Santos

Coordenador

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Profa. Dra. Renísia Cristina Garcia Felice

Coordenador